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A PESCA DA CAVALA
Os pescadores do Algarve usavam, na pesca da cavala e da sarda, tanto ao largo como próximo da costa, um aparelho composto por uma cana-da-índia com duas, a duas braças e meia de comprimento, tendo amarrado na extremidade um fio de arame onde era empatado o anzol. Por vezes o arame era substituído por um fio de linha torcido, com cerca de dois milímetros de diâmetro. Construía-se desta forma o aparelho para a pesca “ao abano”, indicado para a captura das espécies que investem sobre pequenos objectos móveis e brilhantes. Em vez de isco usava-se um pedaço de pano branco que revestia a haste do anzol e que corria à superfície, rebocado pela embarcação.
CAVALA NO PRATO
Cavala Alimada – De véspera é lavada, amanhada (retiradas as vísceras), escalada e salgada. No dia seguinte é cozida e alimada (retirar a pele). É acompanhada com batata cozida e temperada com azeite e vinagre.
Cavala Curada Escalada Pelas Costas – Lava-se e amanha-se, escala-se fazendo uma incisão profunda ao longo do dorso, até à coluna vertebral, desde a cauda à cabeça. Coloca-se sal em toda a superfície exposta e põe-se a secar ao sol durante dois ou três dias. Depois de seca, desfia-se aos bocados e serve-se temperada com azeite e alho picado.
OS "ZINGARELHOS" DO TOLENTINO
Desde os primeiros momentos da sua fundação, sempre se procurou dotar os departamentos de investigação subaquática de um equipamento que, por controlo remoto, permitisse a observação dos fundos marinhos, com aplicação nas mais variadas actividades do CEMAL (prospecção, arqueologia, biologia, morfologia). Tolentino Abegoaria, principal defensor da existência de semelhante equipamento e seu potencial criador foi arquitectando diversos projectos, chegando a ensaiar alguns deles durante os anos 80 e 90. Porém, as câmaras existentes na altura, e que davam cabal resposta às solicitações técnicas eram demasiado onerosas, orçando a valores incomportáveis. Só recentemente esses materiais atingiram valores acessíveis, possibilitando a concretização de alguns projectos.
Mais do que o engenho e a imaginação do Tolentino, foi a sua dedicação ao estudo e experimentação sucessiva dos dispositivos que lhe permitiram alcançar o êxito. Hoje, damos conta de dois exemplares (dos vários existentes, e a funcionar), que este indefectível entusiasta das coisas tecnológicas, e da Natureza, realizou. É, aliás, essa partilha de paixão entre os mais recentes avanços da tecnologia por um lado, e por outro a imensa curiosidade acerca desse universo magnífico que é o oceano, com as suas criaturas, segredos, e espólios depositados, que constitui a mola impulsionadora do seu entusiasmo e dinamismo.
Este dispositivo de observação subaquática é um equipamento constituído por uma câmara de vídeo submersível, um monitor de imagem e uma unidade de alimentação portátil. O engenhoso autor possui vários destes equipamentos, em que variam a tipologia das câmaras e dos monitores no que respeita a resolução de imagem, sistema de cromatismo e dimensões dos aparatos. Questão técnica, mais importante, resolvida: estanquicidade dos equipamentos até às profundidades necessárias aos trabalhos do CEMAL. Questão técnica, mais importante, a resolver na geração seguinte de equipamentos: transmissão da imagem via rádio, possibilitando a total autonomia de movimentos do dispositivo.
Descrição dos equipamentos: Várias unidades de: câmaras e monitores de vídeo; unidades de alimentação eléctrica, cabos de ligação estanques. Características Técnicas: Câmara de Vídeo1 - 500 linhas de resolução, monocromática, com infravermelhos, iluminação aplicada através de LED’s de alta densidade, comunicação por cabo. Câmara de Vídeo 2 - 480 linhas de resolução, policromática, 0.01 Lux, Diafragma automático de alcance alargado, comunicação por cabo. Câmara de Vídeo 3 - 480 linhas de resolução, policromática, 0.01 Lux, c/ zoom comunicação por radiofreqência. Monitor 1 - Policromático TFT de 2,5 pol. alimentação autónoma/externa 6V Monitor 2 - Policromático de Plasma de 7 pol., alimentação externa 12V Monitor 3 - Policromático TFT de 15 pol., alimentação externa 12 V Monitor 4 - Monocromático CRT de 5 pol, alimentação externa 12V Monitor 5 - Policromático de Plasma de 1,5 pol, alimentação autónoma 3V Unidade de Alimentação1 - Portátil de 12V – 20 A Unidade de Alimentação 2 - Portátil de 12V – 7 A
Performances e Potencialidades: O conjunto dos equipamentos permite, em diferentes conjugações, efectuar o registo de imagens em ambiente submerso, na obscuridade, até 100 metros de profundidade. Pode ser utilizado em mar aberto ou em rios, barragens e sapais permitindo a observação de animais e objectos em quaisquer condições, em variados planos, de macro a grande angular. A autonomia de energia permite a sua operacionalidade durante períodos superiores a 24horas.
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