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ÍNDICE DE ARTIGOS
1.
Do Konii ao Indo-Europeu
2.
Estudo Epigráfico da
Estela Sidérica da Fonte Velha
3.
A Palmeira Ibérica - Um Símbolo da
Antiguidade
4.
A
Língua e Escrita Konii
5.
O Reino do Povo Konii

por Carlos Alberto Castelo
O Ocidente, Berço do Alfabeto e das Línguas Europeias
Todas as provas linguísticas são baseadas em inscrições existentes em lápides
proto-históricas do sudoeste peninsular Ibérico. Sendo comum os eruditos
(nacionais e estrangeiros), atribuírem designações diversas às estelas
epigrafadas do sudoeste peninsular, como: Inscrições Turdetanas ou Tartéssicas,
entre outras, assim se omite a identidade do povo que escreveu tais inscrições,
os Konii. Povo que, nas estelas encontradas em Espanha, era identificado por
Konti (ou Koniti, diminutivo de Konii).
O estudo da sequência evolutiva da epigrafia destas estelas dará a conhecer que
a escrita (e a língua) peninsular possui raiz nativa, e não provêm de outras
línguas. E esta nova acepção da paternidade da escrita conduz-nos directamente à
desmontagem desse mito que atribui ao indo-europeu a procedência sobre a nossa
língua. A suspeita, agora, é a de que a língua ancestral da Ibéria poderá ter
estado na formação da(s) primeira(s) línguas indo-europeias.
A documentação epigráfica aqui
apresentada pretende elucidar qual a origem da escrita primeva, a partir da qual
se formaram outras que, viajando no tempo, chegaram até aos nossos dias e
constituem as línguas actuais. E veremos, também, que a língua e a escrita Konii,
chegou até aos países nórdicos.
Os denominados povos indo-europeus eram iberos, da época megalítica, que
atingiram o oriente, fixando-se por toda a parte, das regiões do Cáucaso ao
centro da Ásia. Foram eles os primeiros construtores de Menires e Dolmens. A
origem destes megalitos é pois, ibérica.
Tendo em conta que não foi possível ainda determinar a precedência de um povo
indo-europeu que ocupe o lugar de "pai da escrita", conclui-se quão frágil é a
teoria do influxo cultural e civilizacional indo-europeu, resultante de uma sua
acção centrífuga e expansionista. E assim se reduz tal teoria ao que é, e sempre
foi, um mito. Ora, é isto mesmo que hoje em dia é já partilhado por alguns
estudiosos da matéria.
Todavia, terá existido um povo primeiro, uma língua materna. Mas pelo facto
dessa língua comum ter sido detectada em muitos lugares, para lá da Europa
Central, não quer dizer que a sua origem fosse indo-europeia. O facto de muitos
povos Ibéricos e centro-europeus se terem desagregado, e as suas civilizações
desaparecido precocemente, deixou lugar ao florescimento de outros povos que
vingaram mais solidamente e duradouramente no Oriente durante toda a Alta
Antiguidade, e de cujas civilizações chegaram até aos nossos dias, maior
quantidade de vestígios.
Apresento seguidamente a exposição de um trabalho de investigação epigráfica,
referente a um vocábulo da conhecida Estela Konii de Bensafrim, descoberta nesta
localidade por Estácio da Veiga e Santos Rocha. Esta exposição elucidará como um
vocábulo peninsular Konii da Ibéria chegou ao indo-europeu.
Heroun (estela) do Sudoeste Peninsular Ibérico
(actual território português)

- Desenho da Estela de Bensafrim -

Fotografia da Estela de Bensafrim com indicação do espaço
ocupado pelo
vocábulo cujo significado se explica em seguida

Que traduzido é: ONAH ou ONAI, e
que significa: a; o; um; uma. Para a língua Castelhana de ON se formou UN; e de
ONA, UNA. Para o Português de UN, UM; e de UNA, UMA. Também no Latim, idioma
proveniente do ramo linguístico peninsular, ONAI fora desvirtuado para OINO, mas
todavia tivera evolução paralela para UNU e UNA, semelhante ao peninsular
hispânico. Para o Francês ON; em Inglês ONE; em Irlandês AON, no Gaélico AON, e
no Galego UNHA. Tendo o Galego perseverado a letra "H" em vez do "I", sendo mais
original e directo do vocábulo Konii ONAH para ONHA, UNHA. Do Konii ONAH para o
árabe OUÂH, o "N" passou para "U". Quando a escrita se expandiu do extremo
ocidente da Europa para a Etruria pré-romana, ela incorporou influências da
escrita do Médio Oriente através da Grécia antiga, tendo a própria língua grega
recebido influência de ambas as partes, tanto do ocidente Europeu como do Médio
Oriente. Assim, a desvirtuação da palavra peninsular ONAI, através do primitivo
Latim, resulta na forma AINOS mas, derivado à influência Fenícia (por acção dos
Gregos), se grafaria OINOS. Esta modificação deve-se ao facto do caractere
peninsular Konii "A" (ai) ser sinónimo do Fenício "O" (aiyn). Assim, do Latim
AINOS se passou a OINOS.
Os Gregos escreviam OINE, e a influência indo-europeia ainda mais desvirtuou a
palavra para OIWOS. Todavia é de salientar que a letra "W", como vê dobrado "V"
ou "U" é muito recente. O "W" é um pouco semelhante ao antigo caractere da letra
"S". Alguns vocábulos peninsulares foram modificados pela influência dos
caracteres da grafia Fenícia, quando estes comerciaram com o ocidente Ibérico e,
ainda hoje podemos distinguir essa modificação em algumas línguas que eram
idiomas (ramais) peninsulares, tal como o Inglês. A palavra primitiva S(A)N
(filho, na língua Konii) inscrita no Heroun (Estela) de Ourique, passara a S(O)N
(filho, em inglês). A língua dos Konii foi a primitiva língua peninsular, sendo
o Vascone (Baskoni) um ramal desta língua, com evolução própria. A palavra
peninsular SAN (filho) é pronunciada como se escreve e é a abreviatura de
SANGUE. Nos tempos antigos os povos pré-romanos pronunciavam "O SANGUE DE NOSSO
SANGUE"; é "SAN" (filho). E da frase Mo San, fonética (Mô San) que significa Mio
(Meo = Meu (Filho)), nasceu Mô s ( Moç = Moço), e Mô sa (Moça). No castelhano (Mozo)
e (Moza), sinónimos de hijo e hija. Por esta razão temos SAN, em inglês. A
língua dos Etruscos, também um ramal linguístico peninsular, chamava SAN aos
filhos. Este nome ainda se encontra em inscrições do povo Etrusco. Os seus
tradutores julgam tratar-se de um termo que designa "Ancestral", e que a palavra
"Clan" é filho. Mas, "Clan" significa "Família", em utilização como: "os clãs da
Escócia". A palavra "Clan" ou "Clans" é uma alteração de Çans (Sans (filhos)),
sinónimo de descendentes (Famílias). A frase Konii "Mo San" (Mô San) significa:
Meu Sangue (Meu Filho) ou, também, em língua Konii: Mo Nino (Mô Nino ou Mi Nino)
de onde nasceu o arcaico português "Minino" que evoluiu para Menino. No
português arcaico, o sinónimo dos caracteres, " I " e " H " da palavra ONAI ou
ONAH, teve uma evolução própria. Exemplo:

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Estudo Epigráfico
da Estela Sidérica
da Fonte Velha
Heroun Funerário de Bensafrim
(Lagos - Algarve)

Esta Estela sepulcral faz parte do espólio arqueológico
do Museu Municipal Dr. Santos Rocha da Figueira da Foz. Esteve partida em três
partes, mas actualmente, encontra-se restaurada. Mede 1,34 x 0,65 x 0,15 e
consta de 75 sinais que podemos fazer uma breve análise abaixo.
Transcrições deste Heroun, por três
epigrafistas de renome internacional.
Schulten:
i e q e o n i i r a o e e a h a i n i l
a l o l e q e s a r o n a h k o i a o
i s i i n q e l e o e i i o a e s a r a o
a s i i e e n i i
Gómez Moreno:
Ba e co e bu e n i i r a bu e du e
1............. 5......... 10............
15
a be a i r i ca a l ti o l e co e n a n
............20.......... 25...........
30.......
o n a be Ke o n a cu i s i i n co e
..35............... 40............
45.........
l e bu e i i ti o r e m a r o te o
50.......... 55.......... 60...........
65
ti a s i i e e n i i
...........70........ 75
Transcrições por Carlos Castelo:
Caracteres Originais
Escrita Peninsular Konii - Portugal

Língua Konii:
LEZZE BEN II RABEDD EA
HAIRIC ALTIO
LEZZE NAN ONAH HEIROI AQI SIIN ZELEB
EI ITIO RES ARO TOTI A SIIN E EN II
Nova Ortografia:
LESSE BEN II RABEDD EA HAIRIS ALTIO
LESSE NAN ONAI HEROY AQI NIS CELEB
EI ITIO RES ARO TOTI A NIS E EN II
Latim Romano:
LESSUS BENE II RABEDDUS EA HAERES ALTUS
LESSUS NAN UNUS HEROS HIC NOBIS CELEBRATUS
EI ITIO RES ARO TOTUS NOBIS ET EN II
Língua Portuguesa:
LAMENTAMOS BEM ESTE NOBRE HERDEIRO
RABEDD, NESTE LUGAR. LAMENTAMOS NA
VERDADE,
UM HEROI. AQUI, NÓS O CELEBRAMOS.
ELE DOOU A NÓS TODOS OS SEUS
BENS AGRÍCOLAS. E EI-LO AQUI.
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- um
símbolo da antiguidade -
Na antiguidade a Palmeira
possuía um significado especial conotado com a nobreza e a riqueza de um povo.
Na Península Ibérica existiam muitas palmeiras e havia uma área de concentração
destas majestosas árvores a que chamavam Terra das Palmeiras, hoje conhecida
como Paloma, actual cidade espanhola.
A Palmeira era um dos
principais símbolos do Povo Konii/Konti e aparece representada em moedas
cunhadas nas antigas cidades peninsulares pré-romanas. Nalgumas dessas moedas
vê-se um cavaleiro que eleva um ramo de palma.
Na época Konii/Konti era
habitual decorar os herouns (estelas funerárias) com ramos de palmas em
homenagem ao defunto. Hoje, ainda se enfeitam as campas com flores, e podemos
especular acerca da ancestralidade das romarias que em Dia de Ramos levam o povo
a florir os cemitérios. Afinal, as “novas” religiões herdaram tanto das antigas,
politeístas, e estas dos tempos mais remotos, que não repugna considerar que uma
tradição proto-histórica ibérica tenha passado ao Médio Oriente e transmitida
aos hebreus. Assim teríamos a Festa de Ramos, com os seus tradicionais ramos de
palma, ainda hoje praticada em Israel. Tradição nada estranha aos costumes
árabes que igualmente homenageiam os seus mortos com deposição de ramos de palma
nas campas.
As palmeiras eram tão
importantes que os povos da antiguidade (nos reinos em que existiam estas
árvores), quando guerreavam, costumavam cortar os ramos das palmeiras do
inimigo, no intuito de conjurarem toda a espécie de infortúnios sobre as suas
hostes.
Das diversas espécies de
palmeira algumas chegavam a atingir porte considerável, na ordem dos trinta
metros de altura.
Tamareiras e Coqueiros e,
ainda, a palmeira do açúcar de cuja seiva se extraía o adocicado néctar e cujas
folhas, fervidas, serviam de alimento constituíam as espécies mais utilizadas na
alimentação. Também o tronco do Salgueiro (palmeira) era processado e
transformado em farinha da qual se produzia um pão sem fermento. Quase todas as
partes da palmeira eram utilizadas. Da fibra bruta se faziam vassouras, capachos
e cestas. A fibra, processada, era usada no fabrico de cordas fortes e linhas de
costura. Dos óleos da palmeira fazia-se manteiga e sabão.
Belas tigelas e outros
utensílios de cozinha, e até ferramentas, eram fabricados com a casca do coco.
Certas palmeiras produzem um tipo de madeira bastante resistente e impermeável,
daí a sua utilização na construção de embarcações. As suas sementes serviam para
fins medicinais ou, secas, tornando-se duras e transparentes, eram utilizadas na
confecção de colares de contas e outros adornos. Com as flores, brancas e
amarelas, faziam-se perfumes e enfeitavam-se os cabelos das mulheres.
Eis porque as palmeiras eram símbolo de riqueza e
nobreza.

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O
nascimento de vocábulos linguisticos de alguns idiomas, que se tornaram línguas,
tendo
como raiz a Língua Konii proto-histórica do Sudoeste da Península Ibérica.
Comecemos por um vocábulo do célebre Heroun (Estela) da Fonte Velha de Bensafrim
- Lagos:

Na antiguidade alguns
povos escreviam da direita para a esquerda ( sinistrorsa ) e outros da
esquerda para a direita ( dextrorsa ) mas, o povo Konii, gravava as inscrições
nas estelas dessas duas formas.
Todavia a
língua portuguesa e outras línguas actuais escrevem-se de maneira dextrorsa.
Assim muitos vocábulos antigos ibéricos de época proto-históricos que
se liam da direita para a esquerda, passaram posteriormente a escrever e a
ler-se de forma inversa, nascendo deste modo novos vocábulos, que evoluíram e
chegaram até à actualidade.
Assim o
vocábulo proto-histórico da língua konii, que escrevia-se de forma sinistrorsa
« SIIN » que é o pronome pessoal « NÓS » e se lia nesse sentido, passara à
forma de leitura dextrorsa « NIIS ». Posteriormente fora omitido o primeiro « I
» que fazia parte da fonia do nome da letra « N, ni », ficando a palavra a ser
« NIS ».
Agora observemos a evolução deste pronome, da qual nasceram outros, e, cujo a
raiz é a mesma. Nesta análise, pudemos ver, a fonte de línguas.
Konii – Niis > Nis > ( Nys
) > Nus > Nos > Noso. « Galego »
Konii – Niis > Nis > ( Nys
) > Nus > Nós > Noso > Nosso. « Português »
Konii – Niis > Nis > ( Nys
) > Nus > Nosotros > Nuestro. « Castelhano »
Konii –
Niis > Nis > N(ob)is > Nos > Nostru. « Latim »
Como se pode observar, o Galego, Português,
Castelhano e Latim, são idiomas de uma língua comum
materna ibérica, cujo a raiz é a Língua Konii.
As «
línguas nórdicas » também tiveram sua raiz linguistica da Peninsular Konii. Pois
as terras do norte, primitivamente foram povoadas pelos ibérios, assim,
os caracteres alfabetiformes rúnicos levemente modificados são quase todos
originários da escrita primitiva ibérica.
Sinn
– Hibernico ( Irlanda )
Konii –
Siin >
Sinn – Gaélico da ( Escócia )
As vogais
« i », « y », « u » e « o » são sinónimos.
Exemplo:
Aito >
Ayto > Auto; e Molher > Mulher, « o » - « u ».
Dicionário de Português, Porto Editora, 1984 de Luviano Arnaldo.
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Nada é mais revigorante do que
trabalhar arduamente para a realização de um propósito de valor, trazer à luz o
tão nobre e ilustre Povo Konii, esquecido e ignorado há tantos séculos. Tivemos
a honra e o privilégio de levantar o véu que cobria o glorioso passado desse
Povo, que formou reinos na face da terra, e deu língua e escrita a outros povos.
Carlos Alberto Basílio
Castelo - Investigador de Arqueologia Epigráfica ibérica

GUERREIRO KONII DA CIDADE
REAL CONISTORGIS
As construções « sepulcrais
megalíticas » que se conservem em Andaluzia e no sul de Portugal, nos dão uma
ideia muito elevada da arquitectura dos Konii, pré-Thartessos. Estas construções
são do terceiro milénio antes de Cristo, assim como cerâmica e a técnica
metalúrgica. A denominação « Konii », era um título deste primitivo povo
ibérico, que significava « Fazedores de Konos » se referia aos menires cujo a
forma era a representação « Fálica » do ser humano, e eram erguidos nas áreas
habitadas de seus Clãs - Famílias pré-históricos. Há provas arqueológicas que
os Konii desde os seus antepassados de remota antiguidade, utilizavam os «
caracteres iconográficos » da « Arte Rupestre » como meio de « comunicação », e
muitos desses caracteres primitivos encontram-se nos nas inscrições de seus
descendentes da Idade do bronze e da Idade Ferro no « Alfabeto Konii Ibérico do
Sudoeste Peninsular ». Tais caracteres foram preservados ao longo de milénios,
e deram origem a outros alfabetos, como os primitivos gregos, etruscos, rúnicos,
e também usados na escrita dos povos orientais tais como: o aramaico, hebraico,
moabita, fenício. Foram utilizados em especial na primitiva escrita romana, de
onde se originou a escrita clássica latina. Esta Escrita Konii Ibérica
utilizaram os egípcios antes de inventarem a sua escrita « Sagrada
Hieroglífica », nos primórdios do reinado faraónico desde o tempo de « baraon >
bharaon > Pharaon » que significava: « Sagrada Criação » do hebraico « bara,
criação + on, sagrada ». Este Pharaon ( Faraó ) fora o primeiro filho de
Aegiptus filha de Kam e de Aegiptus, que após o Dilúvio se fixou no « Baixo
Egipto » no Delta, e a partir dessa época o nome « Pharaon - Pai da Raça
Egípcia », passara a ser um Título de todos os reis egípcios. Entre os
hieroglíficos, ainda se encontra símbolos gráficos alfabetiformes da Escrita
Ibérica, e posteriormente denominada de « Egípcio Reformado ».
O Povo
Konii desde os 3.000 A.C., pode ser dividido em três Épocas :
1º ) –
Época primitiva, Neolítica – Megalítica, em que o primitivo Povo Ibérico
foram
apelidados de « Konii », palavra escrita com dois “ii” bem peninsular,
em que
o primeiro “i” é do nome da letra “N = Ni “como em « Nieta » (espanhol ).
Este
nome Konii como já referido vem das representações « fálicas » dos menires
(
Konos ). Fora nessa época que se deu a expansão da « Cultura Megalítica », a
partir
da costa litoral oceânica do actual « Sul de Portugal », até à Escandinávia;
como
na França, Inglaterra, Hibernia ( Irlanda ), Itália, Alemanha, Dinamarca,
etc..
Para o oriente dólmenes sem distinção de tipos, existem em zonas da orla do
Mediterrâneo, ao norte e a oeste do Mar Negro, ao sul do Cáspio, na Índia e no
Japão,
assim como na África do norte, chegara este primitivo povo que levaram
consigo sua língua e escrita. Pois não será admiração, que os povos dessas áreas
mencionadas da terra, tenham termos linguisticos similares aos da Europa
Ocidental, uma vez que, sua raiz é da Ibérica. Ao invés, é sabido por se ensinar
erradamente nas escolas, que a população europeia descende de uma raça nascida
no
Cáucaso, e por isso denominada Caucásica, ou então no planalto Iraniano, na
Ásia
central, e por isso apelidada raça indo-europeia.
Então questiona-se :
Quais porém, são as provas
arqueológicas e epigráficas sólidas, cientificamente
incontestáveis em que se erguem
semelhantes opiniões ?
O « Indo-europeu » é simplesmente um «
Mito » inventado por alguns linguistas.
Tendo como ponto de partida as
semelhanças entre as línguas europeias e
asiáticas, cedo se passou para a
certeza de que haveria uma « Língua - Mãe » e,
consequentemente, um povo que teria
falado.
Assim foram lançadas as bases para a
construção do « Mito » indo-europeu, mas
simplesmente, o « Mito » tem « pés de
barro » e nenhum facto cientifico até à
data permite afirmar com certeza
absoluta a existência de um povo indo-europeu,
que seja a origem de outros. Todavia
pode-se provar com factos arqueológicos
e epigráficos existentes, que a
emigração dos povos, partiram do ocidente
europeu para o oriente até à Ásia
Maior. Esse povo que afirmam ter existido no
Cáucaso ou noutra área da Ásia, foram
os Konii ibéricos da época Megalítica.
2º )
Na época da Idade do Ferro, o primeiro reino deste povo situava-se no Alentejo
e Algarve. Mas todavia chegou a existir emigrações de povoamento
«
Koniense » desde o Algarve à Galiza. Mas fora na província actual do Algarve
onde
existira as cidades reais, tais como: a «Amtorgis »( Cidade Real Mãe ),
que
provavelmente teria sido na grande Ilha « Acaali »( Akalli ) situada no rio
Ana
(Guadiana). É também talvez muito provável que o nome dessa ilha esteja
ligado
ao de « Kallirhõe » mãe do Rey Geryon, e esposa de Khrysaor o homem
da «
Falkata de Ouro ».
Teria
sido a Ilha de « Akalli » a verdadeira Ilha de « Thartessus » ?
Ora
vejamos o que diz G. Moreno no seu livro « La Escritura Bástulo-Turdetana ».
Pág.
11 – Aparte consta que en el confín occidental europeo, sobre el Cabo San
Vicente, habitaban los Kinetes ( Kunetis ) o Cúneos, com su ciudad Conistorgis,
nombre
cuya desinencia repiten las Isturgi eIliturgi de Jaén.Verosímiemente, este
nombre
de Kinetis fué el gentilico de los Argários , y aún es posible que en lo
Gimnetes, citados en lo límite opuesto de los Túrdulos sobre el Júcar, pudiera
verse
uma helenización del mismo nombre. Avanzando más la fábula griega,
exaltó
a Gárgoris, civilizador de los Kinetes, y a su hijo Habides, fundador de
ciudades.
O
nome Kinetes é uma evolução de Kynites ( Kunetis ), denominação grega dos
Konitis ( Konii ). Ao se falar de « Gárgoris Civilizador dos konitis » e de seu
filho
«
Habides » fundador de cidades, se está a referir à « terceira época da geração »
dos Konii maisjovens, apelidados de Konitis; época de grandes construções de
cidades e civilizações organizadas na Ibéria.
Vejamos também o que nos diz Adolf Schulten no
seu livro « Os Thartessus »
Eu
descobri que o nome Arganth - onios, nome do mais conhecido Rey de Thartessus,
se encontra no nome etrusco « Arcnti ». Isto me fazia supôr que os thartessus
procedia de esfera etrusca.
O nosso ilustre Schulten desconhecia o que
significava em termos linguisticos da língua Konii, o nome « Arcnti
», que desdobra-se em duas partes « Ar + cnti ». « Ar » é
abreviação de « Areti = Terra » e « Cnti » é por sua vez a
abreviação de « Conti » o que significa: « Terra de Conti » (
Conitis ). Os Konii na Etruria, fundaram cidades, entre elas
uma há que ficou muito conhecida na época romana, denominada de
« Kontenebra ». A Etruria
pré-romana fora povoada por povo ibérico suas necrópoles são do mesmo estilo
de arquitectura das que se encontram em Portugal, tomemos por exemplo a de
Cerveteri em confronte com a de Alcalar – Portimão, e veremos
obras de um mesmo povo, mas, sendo esta última mais rudimentar, portanto mais
primitiva.
Analisemos também o que diz Rufus
Festus Avienus na sua « Ora Marítima » sobre a localização dos Thartessus.
Hiberia, 223 O Reino dos Thartessus se estendia pelo ocidente até ao Anas
(Guadiana).
É pois
sabido que a Ilha Akalli, ficava no rio Guadiana, dentro da área thartéssica, e
questiona-se não poderá ser esta, a verdadeira ilha de Thartessus ? como também
o rio Guadiana não poderá ser, o primitivo rio Bétis que rodeava a área
geográfica ocidental da Bética ( Baetica ) ?
É que
normalmente nomes de lugares, cidades e rios primitivos, eram dados a novas
terras, pelos povos que emigravam, em lembrança dos lugares aonde anteriormente
teriam habitado. Os nomes desses últimos lugares, eram tomados posteriormente
pelos historiadores, como sendo os originais.
Analisemos em seguida dados de relevo dos Konii, com os de Thartessus.
1º - A
« Kalli » pode ser a abreviação de « Kallirhõe » esposa de « Khrysaor »
o «
Homem da Falcata de Ouro » pai do « Rey Geryon ».
2º -
Temos a cidade Konii « Erisana » no Alentejo ou Algarve, que significa:
« A
Filha de Eri » ou seja a «A Filha de Erithia» neta do « Rey Geryon ».
3º -
Temos também o nome « Ana » determinativo da cidade « Eris- ana » o que
faz
prova que esta cidade tenha existido junto à margem do actual rio Uadi ( rio ) +
Ana > Guadiana.
4º - A
Ilha de « Akalli », fora o berço de alguns « reis Koniis ».
5º -
No Arco de Medinaceli – Segovia, ao norte de Madrid, tem uma inscrição
de um
nome em caracteres Konii do sudoeste, que diz : « Erithi » que é o
primitivo nome de « Erithia » que evoluiu para « Eritheia ».
6º -
As fontes que se vale Pomponio Mela, situa a « Ilha de Eritheia » não em
«
Cádiz » mas sim na «Lusitânia Romana» ao sul de Portugal pertença da
Comarca de Niebla – Huelva.
7º - A
língua e escrita grafadas nas Estelas do sudoeste, chamada de Thartéssica,
pertencem ao Povo Konii, as quais estão identificadas com o nome deste povo, nas
suas inscrições.
8º -
Não há registo nos monumentos epigráficos funerários, na numismática ou,
em
qualquer outro documento ibérico, que faça alguma menção histórica,
relativo ao Povo Thartesso, em qualquer outra parte da Hispania.
O que
se presumo que os Thartessus teriam sido um ramo genealógico, ou
ou
seja um Clã – Família - Tribo sanguínea dos Konii.
A Ilha
de « Akalli », actualmente desaparecida de sua forma original, é a área onde
está situada Alcoutim, ( Konti`m = Konitim ) > Continium > Al-Coutinium >
Alcoutim. Essa ilha real pelo que se sabe por enquanto, teria sido o berço de
dois ilustres Koniis, o « Rey Laethi », e o « Rey Niro », que foram sepultados
na área de Machial > Maxial > Ameixial, que significa: « Monte abundante de
plantas e arbustos silvestres ».
A « Cidade Real Konistorgis » situava-se junto à margem do « Rio Cuneo » de onde
toma seu nome o « Cabo Cuneus » ( em latim ); pois era a partir desse « Cabo »
por rio acima chegava-se à « Capital do reino Konii ». Na época romana, alguns
oficiais desse império, fazia sua estadia nesta capital, temos conhecimento
dessas presenças até ao ano 79. A partir dessa data, deixou-se de ouvir o nome
desta nobre cidade, e dentro da área em questão só conhecemos a cidade Ossonoba.
O desaparecimento do nome da cidade real, se presumo, que os romanos o
transferiram, para perto de Niebla, onde fundaram, a « Aldeia Romana Conistorgis
» no sitio de« Trigueros – Huelva ».A razão desta transferencia do nome, se deve
ao facto de os romanos quererem denominar todo o território actual português de«
Lusitânia Romana »,mas impedia-os o nome Conistorgis como sinónimo do Reino
Konii, existindo assim uma divisão entre o sul e norte de Portugal. Todavia o
nome alterado deste Povo Konii, se mantivera no latim, como Cinetes e Cineticum
( Algarve ) que os romanos receberam dos gregos de Kynetis ( Kunetis ),
deturpação de Konitis.
Devemos também considerar algumas
aldeias primitivas Konienses, tais como: «Seda» (Alentejo), nome dado a «
Aliseda » Espanha; « Ator de Hator » actual « Tor », Algarve. « Aitor », segundo
a lenda dos Vascos, teria sido « O Progenitor do Povo Vaskone » ( Vascones );
« Saiti » ( Monchique ), está gravado num « Heroun » desta região; o nome se
encontra em « Saiti » cidade ibérica de Espanha, sua variante é « Saetabis »
de ( Játiva – Valência ); « Salir » ( Prata ), Algarve – este nome também se
encontra em « Iltirta Salir Ban », Lérida – Espanha. Outras povoações habitadas
tais como: Bensafrim, Ourique, Castro Verde, etc.etc..
3º ) –
Na Terceira Época, este povo são denominados de Konitis (Konti), como sendo
a «
geração dos Konii mais novos »; já construtores de grandes cidades, áreas
urbanizadas, e também povoadores de
terras, no interior e exterior da Ibéria.
Eles
povoaram toda a costa atlântica e mediterrânea da Ibéria, fundaram reinos,
como
a Kontestânia ( Terra de Konites ), que abrangia a área das actuais
províncias de Valência, Alicante, Murcia e Albacete. A capital de Kontestânia
era
Kontesta, na área de Alicante.
Actualmente se conhecem muito das suas aldeias como: Alona (Guadamar);
Aspe
(Alicante ); Dianium ou Denia ( Alicante ); Dicias ( Elche ); Lucentum
(
Alicante ); Saetabis ( Játiva –Valencia ); Ilorci ( Lorca-Murcia ).
As
descobertas arqueológicas de esculturas ibéricas, tais como a chamada Dama
de
Elche ou ( Raínha da Kontestania ), são de origem konii, descendentes do
Povo
Konti ( Koniti ), não eram Thartéssicas.
Outros povos como os Vaccus, eram clãs
do Sudoeste, ramais genealógicos, que
Situavam-se entre os rios Esla e Cea.
Era sua capital a « Cidade Real Akontia »
( A Konitia ) que mais tarde nas
terceiras guerras Célticas passou a «Numancia».
As guerras de «Numancia» tiveram
começo, quanto prestaram auxilio a outros
povos, em especial aos « Lusitanos de
Viriato ». Outra grande cidade Konii em
Espanha, chamada erradamente de
céltica, foi Konterbia ou Kontyrbia ( Urbia Koniti ).
Caso
curioso é que a palavra « Saiti » de Monchique e « Saiti » de Játiva – Valencia,
que se tornou um nome, fora provavelmente dado pelos koniis ibérios à área
egípcia de « Saitic » ( Saitis ), que a cidade cujo o diminutivo era « Sais »
terra do Faraó
«
Amasis ou Amosis II » rei da XXVI ª Dinastia do ano 569 A.C.. Era nesta cidade
« Sais » ( Sâ El-Hagar ) que existia o « Templo da Deusa Neith » padroeira dos
gregos com o nome de « Athenas ». Fora nesse «Templo» que o sábio « Solon »
ouviu dos sacerdotes a lenda do « Império dos Atlântidas ».Este « Solon »
contara essa lenda a « Dropides », que passara a « Kritias » que por sua vez
contara a « Ariston » pai de « Platão » que viveu no ano 428 a 347 A.C.. Depois
« Platão » contou esta lenda a
«
Sócrates » e ficou narrada nos « Diálogos de Platão » em « Timaios e Kritias ».
Por
isso não é de admirar que algumas sepulturas dos Konii e da Ibéria, se
encontraram artefactos egípcios, como na necrópole de Mealha Nova fora
descoberto um escaravelho ( que terá sido feito em Naucrátis, no Delta do Nilo )
onde está gravado o nome do Faraó Pedubaste ( 817 – 763 A.C. ) fundador da
XXIII dinastia que reinou em Tanis. Na herdade do Gaio ( Sines ) numa
sepultura entre diverso espólio arqueológico se descobriu, também um escaravelho
de faiança engastado em um aro rotativo de prata, com o selo real do Faraó
Thutmosis III. Existira no Egyptus uma cidade muito antiga chamada « Konaissé »
( Konayesseh ) que ficava na rota de « Mehallet » junto ao caminho de « Tanta–Mansoura-Damiette
» no Delta. O nome Konai é um variante de Konii, e se encontra gravado na
Estela de Bensafrim ( depositada no Museu de Arqueologia de Belém - Lisboa ).
Outra descoberta de grande relevo no Egyptus, foi o facto de que em 1890, o
arqueólogo inglês Sir William Flinders Petrie (1853-1942 ), ao fazer pesquisas
num local entre as ruínas de antigas cidades egípcias, descobriu em fragmentos
de pedra, signos gravados da família dos caracteres peninsulares ibéricos que
datam à volta de 3.000 a 1.200 A.C., considerados anteriores aos hieroglíficos.
Mais alguns exemplares destes caracteres estão dispersos desde a Ibéria até à
Ásia frequentemente no Período Neolítico.
Sobre
a questão da Língua Portuguesa, ser ou não originária do Latim Romano.
As dominações estrangeiras não
alteraram essencialmente as formas da Língua Portuguesa. Não as alterou o
domínio romano, apesar do império ter imposto na Península o uso do latim,
porque o idioma latino é fundado nas bases de uma língua comum, pelo que a
ignorância do passado supõe ser a Língua Portuguesa filha da latina. Este
facto explica lucidamente o motivo, porque as bases do latim, são no grosso, as
mesmas que as do Português e Espanhol e das outras línguas congéneres. O latim
foi um idioma criado pelos romanos na base do peninsular, o qual viveu e morreu
com o império deles, porque instituído em língua declinável ou de terminações
variáveis e variadas num mesmo nome, estava em conflito com a índole e sistema
da língua originária. Dissemos que o latim foi criado pelos romanos, mas o
verdadeiro fundador deste idioma foi « Ennio », grego de nascimento. Este
grego, nascido a 239 A.C., escreveu um poema em latim tão bárbaro, e
incorrecto, que os romanos da literatura áurea lhe chamaram “ Estrumeira “;
todavia à “ Estrumeira “ de « Ennio » iam buscar pérolas « Cícero » e o
próprio « Vergilio ».
Porque teve tão longa duração o latim em Hispania
?
Este
facto foi uma consequência inevitável do grande e largo predomínio intelectual,
moral e político da igreja romana na Península; a língua do clero era a latina;
caída totalmente a instrução nas mãos do clero católico, o abecedário latino
conseguiu impor-se esquecendo o alfabeto Konii. As línguas portuguesa e
espanhola são originárias da Península Ibérica, e não derivadas do latim.
Quando os cartagineses invadiram a
Península antes da presença dos romanos na Ibéria, os habitantes da cidade de
« Sagunto » enviaram delegados a « Roma » para conseguirem que os romanos com
forças militares os viessem ajudar a expulsar a gente púnica. Os ibérios faziam
as suas exposições verbais no seio do senado romano e eram entendidos; não
havia portanto luminosos pontes de harmonia e de contacto entre a língua dos
romanos e a dos espanhóis ? se os havia ( e são inegáveis ) como são pois, as
línguas portuguesa e espanhola filhas da latina ?
As Línguas Ocidentais e o Latim
Segundo de acordo com a « Cronologia » de
Marco Terencio Varrão ( o mais sábio dos romanos ), situa a fundação de
Roma, em 21 de abril do ano 753 A. C. e que «Rómulo» reinou de 753 –717 A.C.
(The Origins of Rome, Londres 1958 - Raymond Bloch).
É
sabido que os romanos tiveram sua presença na « Península Ibérica », somente a
partir do terceiro século antes de Cristo. Assim sendo tal facto, os « Herouns »
estelas funerárias do Sudoeste Ibérico, da actual área do sul de Portugal, são
pré-romanas, e acontece que elas contêm nas suas inscrições lapidares termos
linguisticos similares ao latim, mas, são de língua nativa peninsular, pois que
estas inscrições, reconhecidas cientificamente, datam da época proto-histórica,
antes da fundação de Roma.
O
sábio Ampére, na sua“ Histoire Romaine à Rome “também sustentou que o ibérico,
fora a língua pré - ariana do Latim.
Fundar
com a Cidade de Roma a 753 A.C. a língua e escrita dos povos Ocidentais, não
passa de uma ingenuidade e ilusão irrisória, esmagada pelos factos
arqueológicos epigráficos dos monumentos funerários ibéricos.
Os que
não compreendem a origem e os elementos formativos da Língua portuguesa, remetem
para o latim, quem os pretende saber; e assim as « Catacumbas de Roma » são um
meio fácil dissimular a ignorância.
A Investigação e teorias acerca da
Língua e Escrita Konii Ibérica.
No inicio do século XIX. O Marquês de
Algorfa ( 1800 ), na sua opinião alega que o alfabeto fenício é a chave para a
leitura dos epígrafes das moedas peninsulares. Também para Rodriguez de Berlanga
( 1884 ); Hubner ( 1893 ); Bahr ( 1948 ); Solá Solé ( 1968 ); entre outros, a
escrita ibérica nasce da fenícia, opinião compartilhada, assim mesmo por Javier
de Hoz, pois que, na pré-história do sul de nossa Península, apresenta na sua
iconografia Rupestre, gravados e pintados nas paredes de160 grutas, os
antecedentes dos caracteres alfabetiformes gravados nas Estelas do Sudoeste, e
nas moedas ibéricas.
Todavia, os autores dessa falsa teoria, com os valores do alfabeto fenício,
nunca conseguiram traduzir as inscrições ibéricas, isso é um facto!.. É normal
hoje em dia, os epigrafistas espanhóis, que seguem a mesma linha de pensamento,
de Don Manuel Gomes Moreno, o qual fora considerado pelos os ingleses em 1925,
como o melhor tradutor do Ibérico. Assim, desse modo tais seguidores, querem
conciliar as « inscrições konienses » com as mesmas equivalência iguais às do
resto da Ibéria, como fizera Goméz Moreno, pois como sabemos o resultado é nulo.
Outros há como o Dr. Jesús Rodriguez Ramos do Dpt. De Ciéncias de l`Antiguidade
i de l`Edat Mitjana. U.A.B.,
que no
seu trabalho que diz o seguinte:
Cuando se investiga una lengua de
conservación epigráfrica cuya escritura puede transcribirse bien pero, cuya
lengua es ininteligible, como es el caso del íbero, es lógica la búsqueda de
regularidades morfológicas que denoten clases de palabras, es decir, el
intentar identificar paradigmas gramaticales.
É
evidente que qualquer código inventado por um autor, pode muito bem
transliterar
uma
inscrição, mas todavia pode não ser compreendida, a menos que esteja correcta.
Há
tradutores espanhóis que põem os caracteres dos textos ibéricos em letras
latinas, e depois não sabem o que está escrito e, ficam na mesma como se nada
tivessem traduzido !..
Assim
muitas das traduções feitas por alguns espanhóis, não são traduções no sentido
da palavra, mas sim, simples equivalência hipotética de letras latinas, em
confronto com os caracteres ibérios. Pois esses investigadores, não apresentam
nas suas transliterações epigráficas, um texto credível que possa ser lido e
compreendido, com os significados das palavras desse mesmo texto. Temos a
considerar que vocábulos proto-históricos da língua ibérica, alguns evoluíram,
mas outros se mantiveram-se na mesma forma original que passaram desse modo á
formação de novos idiomas que são actuais línguas, como dialectos e subdialectos
ibéricos. Não podemos menosprezar os dialectos e subdialectos,
pois
eles fazem parte de toda a língua peninsular, são tão importantes como as
línguas.
Quando
existe uma língua materna primitiva, como o caso do ibérico, que era falada e
escrita por todo o tronco comum das Famílias ( Clãs ), que habitaram a
Península, teve que haver forçosamente passagem de língua e escrita, para a
formação das chamadas línguas ibéricas, a partir de uma só raiz linguistica.
Aconteceu que foi na Ibéria, é que se deu o nascer de novas línguas, porque a «
Língua Ibéria », era nada mais a « Língua Adâmica »; denominada a « Mãe » a «
Génesis » das línguas e escritas após o Dilúvio. Tal facto se dera na Ibéria,
porque a nossa « Ibéria » é o verdadeiro Oriente do Eden
(
Paraíso ) como se refere a Bíblia, e o Patriarca Noé viveu na nossa Ibéria; e
os seus filhos que nasceram depois do Dilúvio, na Ibéria, são nativos da nossa
Península e, não vieram de nenhum lado, eles nasceram em nossa Hispania Sagrada
!... A nossa língua e escrita, apesar de evoluções ou influências de outras, é
nossa !.. é ibérica !.. e não veio de nenhum outro povo !.. As línguas dos
outros povos foram formadas da raiz do Ibérico. A partir da « Hibéria » na «
Época Neolítica », famílias numerosas se tornaram tribos, e emigraram para
povoarem outras terras, onde edificaram cidades e fizeram novos reinos, e os
povos desses reinos, em épocas posteriores mais tardias, vieram como
estrangeiros à sua terra « Hibéria » (Mãe) dos seus antepassados. Os próprios
Hibreos são descendentes de Hiberos, sua língua primitiva, com os valores
originais de suas letras se encontra nas Estelas do Sudoeste. No Médio -
Oriente fundaram a « Nova Hibéria » sua capital era Ebron, cidade muito antiga
dos Hibreos, denominação essa em homenagem ao nosso Rio Ebro, que na evolução
ortográfica passou a escrever-se de Hebron.Esta é a história do nosso Ilustre
Povo Konii Ibérico cujo o seu e nosso Deus é « ELEL » que se encontra gravado
nos Herouns ( Estelas ), e significa « El – Elohi » ( O Deus Homem ). O
título do « Deus Hibérico », é
( O
Deus do Começo ); hebraico ( Elohim ). Nome usado pelos « Filhos de Israel »
até aprox. 1400 A.C., até que Moisés recebeu o nome do « Deus Mediador » no
Sinai.
Voltando à nossa escrita ibérica; outros há, que fazendo fundo de todas as
inscrições peninsulares, de diversas épocas e sem distinção, aventuram-se suas
transliterações na base da «língua vasca», pois é seguir caminho errado !.. Don
Manuel Gomes Moreno, professor catedrático de Espanha, foi o epigrafista que
mais aproximou-se de maneira credível, com suas traduções aos vocábulos
linguisticos da língua Konii, mas todavia erra em muitos valores de letras
alfabetiformes, como também em vocábulos que são formados por duas ou três
palavras abreviadas. Uma das incógnitas da linguistica ibérica é que uma
palavra, pode corresponder a uma frase abreviada, em que partes de palavras
estão omitidas, afim, dos textos das inscrições não serem muito extensos na
gravação epigráfica. Isto não é tomado em conta pelos epigrafistas ibéricos, e
provavelmente eles ainda não se aperceberam deste facto. Pois não se pode dar
valores de equivalência iguais a todos os caracteres ibéricos, porque as
inscrições nem todas são da mesma época, e ao longos dos séculos houve
evoluções gráficas e também de valores de alguns caracteres, que a principio
tinham um certo valor e depois passaram a outro.
No
seu livro sobre a escrita « Bástulo - Turdetana » Don M. Gomes Moreno, emprega
para todos os caracteres das diversas inscrições ibéricas, os mesmos valores, e
desta forma não teve êxito nas traduções das inscrições do sudoeste português..
Outro tropeço para os investigadores,
é as diversas denominações com que foram “ baptizados ” o povo Konii, ao longo
dos séculos, por povos que tiveram sua presença na Península Ibérica.
As fontes antigas de informação de
alguns autores gregos e romanos, ao escreverem com outras denominações o nome do
« Povo konii » contribuíram para uma grande confusão histórica, que ainda
continua nos dias actuais. Ou fora derivado à sua incapacidade de intenderem os
nomes escritos em língua peninsular, ou para os adaptarem à suas línguas, o
certo é que trouxe confusão.
No
entanto vamos procurar desfazer tal confusão, a partir dos nomes originais konii,
gravados nas Inscrições das Estelas Funerárias.
Original: Konii e Konti ( Koniti )
Grego: Kounéoi ( Konéoi ); Kunêsioi ( Kuneoi ); Kunetis ( Kynetis )
Latim: Kinetes ( Cinetes ); Kinetas
( Cinetas ); Kinetis ( Cinetis ); Cineticum
( Algarve )
Latim: Cuneo ( Cuneos ); Cuneu (Cuneus
)
Outras
variantes : Cónios, Conienses; Cenii, Cenis, etc. etc. etc..
Para melhor compreender a desvirtuação
dos nomes originais, apresentamo-los ordenados:
Exemplo: Konii > Koniti ( Konti ) > Kunetis > Kynetis > Kinetes
Coniti ( Conti ) > Cunetis > Cynetis > Cinetes e
Cineticum
Conii
> Cónio > Cunes > Cuneo ( Cuneos ) > Cuneus
Existem alguns investigadores actuais, que tomando dos últimos nomes helenizados
e latinizados de épocas tardias, procuram com argumentos quererem provar que
foram os povos com nomes semelhantes de outras terras, que teriam vindo
fixarem-se na Hispania, dando origem aos Ibérios;
não tendo eles em mente, ou talvez não
conhecendo, os nomes originais Konii, gravados como identificação deste povo,
nas inscrições dos monumentos funerários, e na numismática peninsular.
Para
esses investigadores, fazemos nossas as palavras, da Catedrática de
Arqueologia da Universidade de Valência, Dra. Carmen Aranegui no seu Congresso
de Espanha que afirma o seguinte:
Los Iberos no vinieron de ninguna
parte. No llegaron, como algunos pensaron, de Asia o de Africa. Eran una
grande etnia, uno solo pueblo dividida en pueblos, que habitaron la cuenca
occidental del Mediterráneo en la antiguedad, en nuestra Península Iberica. No
eran semitas, camitas o hititas.
O Povo Ibérico ( Konii ) nascera na «
Península Ibérica » isso, é um facto da nossa história peninsular, relativo aos
nossos ancestrais pré e proto-históricos de quem somos os representantes
actuais, e que nos legaram as línguas que hoje falamos, o português e
espanhol, apesar de estarem um pouco mescladas pelas influências linguísticas
de outros povos que passaram pela nossa Península.
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